sexta-feira, 31 de maio de 2013

Estar alfabetizado é...

Estar alfabetizado é se apropriar dos códigos da escrita e saber codificá-los (escrever) e decodificá-los (leitura). Além de aprender a ler e a escrever, faz-se necessário aprender o uso social da escrita.                       (Edcleide)
Estar alfabetizado é ter a oportunidade de através das aquisições e transmissão de informações e de conhecimentos, exergarmos o mundo em uma outra perspectiva. É estarmos mais bem preparados e estruturados em meio as imposições da sociedade.                          (Anna Carolina)
Estar alfabetizado é abrir os olhos para um mundo cheio de fantasias e aventuras, perceber o mundo ao redor cheio de símbolos e signos, placas nas ruas, lojas, histórias, livros, gravuras. É se sentir inserido no meio em que vive. Se libertar, ter autonomia, responder pelas suas escolhas. A alfabetização é muito importante para todas as pessoas, pois se não se sabe ler e escrever, fica-se fora do andamento do mundo. Ser alfabetizado é algo de extrema importância para a humanidade.                                           (Luciane)
Estar alfabetizado é ser participante do processo de codificação e decodificação dos signos presentes da escrita. É também ser parte ativa das funções sociais relacionadas ao letramento. Quando nos referimos ao individuo plenamente alfabetizado, percebe-se um ser com capacidade de absorção de vários tipos de textos, inclusive de ter uma interpretação adequada, assim diferenciando os diferentes tipos de gêneros e linguagens. O processo de alfabetização apresenta particularidades em cada fase (idade) de alunos, pois neste processo deve-se observar as dificuldades enfrentadas por cada faixa etária, ou seja, o processo de alfabetização não deve seguir as mesmas características para uma criança e um adulto, pois os adultos não alfabetizados já possuem experiências em uma sociedade letrada (mesmo não sendo dotado do letramento) que crianças ainda não alcançaram. Estar alfabetizado é ser parte social do mundo em que vivemos, é expandir seus horizontes e livrar-se da “cegueira” causada pelo analfabetismo.                       (Rodrigo)

Para estar alfabetizado é preciso ter um domínio de aquisição da língua, tanto na escrita quanto na oral. Mas de certa forma, a aprendizagem da língua é um processo de aprendizagem permanente, nunca interrompido, sempre esta em um processo contínuo. O significado da alfabetização é ensinar o código da língua escrita e as habilidades de ler e escrever. (Yasmin)

Hoje passamos o dia na minha casa fazendo a ATPS de Alfabetização da professora Talita. Valeu grupo......

quarta-feira, 24 de abril de 2013


Conheça as Ideias de Magda Soares sobre: Letramento e Alfabetização: as muitas facetas.
(Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita)

Em meados dos anos de 1980 se deu, simultaneamente, a invenção do letramento no Brasil, do Illettrisme, na França, da literacia, em Portugal, para nomear fenômenos distintos daquele denominado alfabetização, alphabetisation.
Nos países desenvolvidos, ou do primeiro mundo, as práticas sociais de leitura e de escrita assumem a natureza de problema relevante no contexto da constatação de que a população, embora alfabetizada, não denominava as habilidades de leitura e escrita necessárias para uma participação efetiva e competente nas práticas sociais e profissionais que envolvem a língua escrita.
No Brasil, porém, o movimento se deu, de certa forma, em direção contrária: o despertar para a importância e necessidade de habilidades para o uso competente da leitura e da escrita tem sua origem vinculada à aprendizagem inicial da escrita, desenvolvendo-se basicamente a partir de um questionamento do conceito de alfabetização.
A partir do conceito de alfabetizado, que vigorou até o censo de 1940, como aquele que declarasse saber ler e escrever, o que era interpretado como capacidade de escrever o próprio nome; passando pelo conceito de alfabetizado como aquele capaz de ler e escrever um bilhete simples, ou seja, capaz de não só saber ler ou escrever, mas de já exercer uma prática de leitura e escrita.
A partir do Censo de 1950 até o momento atual, em que os resultados do censo tem sido frequentemente apresentados, sobretudo nos casos das Pesquisas Nacionais por Amostragem de Domicílios (PNAD), pelo critério de anos de escolarização, em função dos quais se caracteriza o nível de alfabetização funcional da população, ficando implícito neste critério que, após alguns anos de aprendizagem escolar, o indivíduo  terá não só aprendido a ler e escrever, mas também a fazer uso da leitura e da escrita, verifica-se uma progressiva, embora cautelosa, extensão do conceito de alfabetização em direção ao conceito de letramento: do saber ler e escrever em direção ao ser capaz de fazer uso da leitura e da escrita.
A aproximação, ainda que para propor  diferenças, entre letramento e alfabetização, o que tem levado à concepção equivocada de que os dois fenômenos se confundem, e até se fundem. Embora a relação entre alfabetização e letramento seja inegável, além de necessária e até mesmo imperiosa, ela ainda que focalize diferenças, acaba por diluir a especificidade de cada um dos dois fenômenos.
Dissociar alfabetização e letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, linguísticas e psicolinguísticas de leitura e escrita, a entrada da criança (e também do adulto analfabeto) no mundo da escrita ocorre simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita- a alfabetização- e pelo desenvolvimento de habilidades de uso deste  sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita- o letramento. Não são processos independentes, mas interdependentes  e indissociáveis: a alfabetização desenvolve-se no contexto e por meio de práticas sociais de leitura e escrita, isto é através de atividades de letramento e, este, por sua vez, só se pode desenvolver no contexto da e por meio da aprendizagem das relações fonema-grafema, isto é, em dependência da alfabetização.
O neologismo desinvenção pretende nomear a progressiva perda de especificidade do processo  de alfabetização que parece vir ocorrendo na escola brasileira ao longo das duas últimas décadas.  Certamente essa perda de especificidade da alfabetização é fator explicativo do atual fracasso na aprendizagem. A autora limita-se as causas de natureza pedagógica, cito, entre outras, a reorganização do tempo escolar com a implantação dos sistemas de ciclos que ao lado dos aspectos positivos que sem dúvida tem, pode trazer e tem trazido uma diluição ou uma preterição de metas e objetivos a serem atingidos gradativamente ao longo do processo de escolarização; o princípio da progressão continuada, que, mal concebido e mal aplicado, pode resultar em descompromisso com o desenvolvimento gradual e sistemático de habilidades, competências, conhecimentos.
Resultados de avaliações de níveis de alfabetização da população em processo de escolarização, que se multiplicaram nas duas décadas no Brasil e em muitos outros países, têm levado a críticas a essa concepção holística da aprendizagem da língua escrita, incidindo essa crítica particularmente na ausência, no quadro dessa concepção (construtivismo), de instrução direta e específica para a aprendizagem do código alfabético e ortográfico. Em países que, tradicionalmente, têm inspirado a educação brasileira, essa crítica e recomendações dela decorrentes foram recentemente expressas em documentos oficiais e programas de ensino, de que convém dar rápida notícia, uma vez que o movimento que começa a esboçar-se entre nós nessa mesma direção tem buscado neles fundamento e justificativa.
 Em síntese, o que se propõe é em primeiro lugar, a necessidade de reconhecimento da especificidade da alfabetização, entendida como processo de aquisição e apropriação do sistema da escrita, alfabético e ortográfico; em segundo lugar, e como decorrência, a importância de que a alfabetização se desenvolva em um contexto de letramento- entendido este, no que se refere à etapa inicial da aprendizagem da escrita, como a participação em eventos variados de leitura e escrita, e o consequente desenvolvimento de habilidade de uso da leitura e escrita nas práticas sociais que envolvem  a língua escrita; em terceiro lugar, o reconhecimento de que tanto a alfabetização quanto o letramento têm diferentes dimensões, ou facetas, a natureza de cada uma delas demanda uma metodologia diferente, de modo que a aprendizagem inicial da língua escrita exige múltiplas metodologias, algumas caracterizadas por ensino direto, explícito e sistemático; em quarto lugar, a necessidade de rever e reformular a formação dos professores das séries iniciais do ensino fundamental, de modo a torná-los capazes de enfrentar a grave e reiterado fracasso escolar na aprendizagem inicial da língua escrita nas escolas brasileiras.


Referência Bibliográfica: 
SOARES, Magda. Revista Brasileira de Educação- Minas Gerais 2003. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n25/n25a01.pdf/. Acesso em: 24 de abril de 2013 às 20h42.






quarta-feira, 17 de abril de 2013

Novas Tecnologias, Comunicação e o Espaço Escolar

Vivemos em um mundo informatizado, onde as notícias e o conhecimento em si, se propagam de maneira rápida e eficaz. No ambiente escolar as informações são passadas através dos instrumentos de tecnologia, e cabe ao professor mediar o conhecimento, desenvolvendo no aluno um senso crítico e reflexivo frente ao conhecimento adquirido. Para que isso ocorra o professor deve ter conhecimento sobre o assunto e encontrar caminhos para que haja a compreensão do conteúdo por parte do aluno, e assim aconteça uma aprendizagem significativa. Quando o professor trabalha com notícias de jornal ou ainda um artigo de algum autor, sobre um determinado assunto, faz-se necessário por parte do professor trazer para a realidade do aluno o assunto em questão e fazê-lo compreender e refletir sobre o texto e suas intenções.
Com o avanço tecnológico a informação se propaga de maneira rápida e fácil. As crianças nascem neste contexto e não encontram muitas dificuldades em manipular tais objetos tecnológicos. Porém pela facilidade das informações, muitas vezes poderá ser recebida de maneira errada ou distorcida da realidade. O professor assumiu um novo papel, não somente de trazer a informação, mas sim de filtrá-la e contextualizá-la para que o aluno tenha um aprendizado coerente e significativo. Desta maneira, nos dias atuais, o diferencial fica por conta da qualidade do ensino e dos conteúdos adquiridos e não somente nas tecnologias utilizadas e suas facilidades.
Dentro do espaço escolar, o professor acaba se tornando um mediador ou orientador no processo de ensino aprendizagem e no recebimento dos conteúdos. Agindo desta maneira, o professor enxerga o aluno como o centro da aprendizagem e estimula o mesmo a desenvolver suas potencialidades como pesquisador e produtor dos seus próprios conhecimentos, trazendo uma aprendizagem rica e completa.
O aluno que esta motivado por si mesmo e pelo professor em sala de aula, e que sempre busca novos conhecimentos e consegue discernir determinados assuntos, opinando sobre  o seu ponto de vista, certamente será um agente transformador da realidade social em que está inserido. Isso porque a escola deve ter como objetivo também, desenvolver este aluno de maneira integral, valorizando-o como sujeito e cidadão da sua realidade.


Edcleide Marcolino Vieira

terça-feira, 9 de abril de 2013


As Cem Linguagens da Criança
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A abordagem de Reggio Emília na educação da primeira infância programa para a primeira infância realizado em Reggio Emilia (Itália) tornou-se reconhecido como um dos melhores sistemas educacionais no mundo.
Esta abordagem inovadora incrementa o desenvolvimento intelectual das crianças através da focalização  sistemática na representação simbólica, levando as crianças pequenas (0 – 6 anos) a um nível surpreendente de habilidades simbólicas e à criatividade.
O sistema não é privativo e elitista; pelo contrário, oferece atendimento integral à criança e está aberto para todas elas, inclusive aquelas portadoras de alguma deficiência.
Este livro recolhe as reflexões dos educadores italianos que criaram e desenvolveram o sistema, bem como dos norte-americanos que lá estudaram.
É uma introdução abrangente que aborda história e filosofia, currículo e métodos de ensino, escola e sistema organizacional, uso do espaço e o ambiente físico, além dos papéis do adulto profissional.
É muito importante que professores que atuam ou pretendem atuar com turmas de educação infantil leiam esse livro, pois ele traz relatos importantes de valorização e respeito à primeira infância.

terça-feira, 2 de abril de 2013


As Cem Linguagens da Criança

Loris Malaguzzi

A criança é feita de cem.
A criança tem
uma centena de línguas
cem mãos
uma centena de pensamentos
uma centena de maneiras de pensar
de brincar, de falar.

Uma centena. Sempre de uma centena de
modos de escutar
de admiração, de amar
cem alegrias
para cantar e compreender
cem mundos
para descobrir
cem mundos
para inventar
cem mundos
para sonhar.

A criança tem
uma centena de línguas
(E um cem cem cem mais)
mas eles roubam 99.
A escola ea cultura
separar a cabeça do corpo.
Dizem-lhe:
de pensar sem as mãos
fazer sem cabeça
para ouvir e não falar
de compreender sem alegria
de amar e de maravilhar-se
só na Páscoa e no Natal.

Dizem-lhe:
para descobrir o mundo já está lá
e do cem
eles roubam 99.

Dizem-lhe:
que trabalho e lazer
realidade e fantasia
ciência e imaginação
o céu ea terra
razão e sonho
são coisas
que não pertencem juntos.

E assim eles dizem que a criança
que o cem não existe.
A criança diz:
De jeito nenhum. O cem é lá.